Entrevistamos: Bhaskar

Ele é um dos grandes nomes do brazilian bass, dono de grandes hits e atração confirmada no Lollapalooza. Entrevistamos o Bhaskar.

Bhaskar

Considerado um dos grandes nomes do brazilian bass, Bhaskar Achkar Peres Petrillo, ou somente Bhaskar, tem o sobrenome de outro grande nome artista e foi ao lado dele, seu irmão, que difundiu o tão amado  gênero por pistas do Brasil e do mundo todo.

Bhaskar nasceu na música eletrônica e vive nela desde então. Seus pais, Ekanta e Swarup, são considerados grandes pioneiros do cenário trance no Brasil e são até hoje, idealizadores do famoso festival brasileiro Universo Paralello, que acontece atualmente na Bahia. Foi com grande influência dos pais que Bhaskar uniu-se ao seu irmão, Alok e logo aos 12 anos de idade, já aventuravam-se nas pistas como DJs do projeto Logica, voltado ao psytrance. Com apenas 17 anos, O Logica já havia visitado mais de 17 países em tour, mas isso era só o começo.

Em 2016, Bhaskar inciou sua carreira solo com o single ‘Feeling So High‘, que foi tema do Tomorrowland Brasil daquele ano pela Skol Beats e 2017, atingiu o ápice com o lançamento do mega hit ‘Fuego‘ ao lado do seu irmão. Prestes a tocar no Lollapalooza Brasil, batemos um papo com o Bhaskar, que falou da sua infância, até os dias de hoje. Confira:

Beat for Beat – Muito obrigado por conversar com a gente, Bhaskar. Desde pequeno você e seu irmão sofreram um enorme incentivo dos seus pais para aprender música. Desde que idade você começou a aprender música? Quais instrumentos você toca e o quão eles são importantes em suas produções?

Bhahskar – Desde cedo nossos pais mostraram muita música pra gente, nós sempre tivemos boas referencias dentro de casa. Com 13 anos mais ou menos, eu comecei a fazer aula de guitarra, mas eu fiz só por 3 meses e isso me deu uma noção básica de como tocar, mas todo feeling musical que eu desenvolvi, foi ao longo do tempo mesmo, escutando, estudando música, então eu diria que seu for olhar do ponto de vista teórico mesmo, eu não sei “quase nada”, mas o feeling que eu adquiri, por todo esse tempo que estive envolvido com música, fez total diferença na minha produção.

B4B – Você e Alok também viajaram o mundo com seu projeto de trance Logica. Suas produções na época sempre foram elogiadas pelos amantes do gênero. Qual é o seu relacionamento hoje com o cenário psytrance?

Bhahskar – Até hoje eu admiro muito o cenário do psytrance, e acho que ele está num ótimo momento, inclusive até toco algumas tracks em meus sets, já que são bem energéticas e são tem sido bem aceitas pelo público do house, a resposta na pista é sempre bem positiva. Eu tento acompanhar mais o cenário, mas meu contato é um pouco superficial. Eu ainda trabalho no Universo Paralello, o que é um gancho pra eu esteja, de certa forma, envolvido com o trance. Converso com diversos artistas, principalmente alguns assuntos específicos, o que faz com que eu esteja ainda bastante vinculado ao cenário.

B4B – Desde ‘Feeling So High’ em 2016, quando você decidiu seguir com seu projeto solo no Brazilian Bass, como que você estudou sua nova identidade musical? Como foi o processo de criar a marca ‘Bhaskar’?

Bhahskar – Eu sempre tive, dentro de mim, essa vontade de fazer house, brazilian bass e como Bhaskar eu pude dar o pontapé inicial nessa nova fase. Com o tempo eu pude explorar as diversas frentes que o estilo possui, fui fazendo coisas mais melódicas, mais streaming, pista, até realmente encontrar não só aquilo que eu gostava, mas que o público queria que eu fizesse. Foi mais ou menos assim que eu me encontrei e acabei acertando numa fórmula que permitiu ao público me reconhecer pela música e eu curti demais isso. Duas músicas podem ser consideradas grandes marcos para mim: ‘Fuego‘ e ‘Infinito Particular’, com certeza!

B4B – Você faz parte de um time de DJs que está levando remixes de músicas brasileiras para fora do país. Manhã de Sol, Rascunho, Epitáfio, Fica Tudo Bem… Você já enxerga um bom retorno destes remixes também fora do Brasil?

Bhahskar – As músicas em português foram muito boas para fortalecer nosso mercado, porque não foi só no nosso gênero, o brazilian bass, se tornou o que é considerado hoje mainstream, algo que todo mundo quer ouvir nas festas mais comerciais, mas as músicas também ganharam um grande destaque, já que as pessoas conseguiam cantar e se identificar com as letras e isso foi muito importante para fortalecer nossa cena, mesmo que ainda um pouco limitado ao Brasil. Hoje em dia eu tomo muito cuidado para fazer músicas em português, porque não quero fazer só isso, não quero me limitar somente ao público brasileiro ou que fala português.. Acho que tem que ter um equilíbrio em criar algumas músicas em português, algumas em inglês, ter sempre essas duas frentes.

B4B – Você foi convidado para tocar no Palco Perry do Lollapalooza Brazil no início do próximo mês. Como está sendo a construção desse show? Há algo de diferente em tocar em um grande festival como o Lolla?

Bhahskar – Pois é. Estou muito feliz de ter sido convidado para tocar no Lolla. Com certeza vai ser um dos shows mais importantes da minha carreira. Tem um tempo já que eu estou planejando o que eu vou fazer e vamos ter participações especiais, momentos bem dinâmicos no show. Desde já estamos desenhando cada minuto para que as pessoas realmente se surpreenderem. Pra quem já me viu tocando em outros lugares, vai ser um show completamente diferente, com intervenções, com coisas que nunca fiz antes, então acho que vai ser bem legal!

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Editores do Beat for Beat. Apaixonados pela música, pela pista e uma boa taça de gin.