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Descubra: Cortez

Há um ano e meio vivendo no Japão, Adriano Cortez nos dá um panorama de como é a vida artística do outro lado do mundo. Descubra!

Cortez

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Adriano Cortez é um artista realmente apaixonado pela arte da discotecagem. Como DJ há 15 anos, o paulista já assumiu diferentes tipos de pista e sabe os ingredientes necessários para movimentar cada uma delas. Em suas apresentações, guiadas principalmente pelo House/Tech house, Cortez traz referências que vão da MPB a Bossa Nova, do Rock nacional ao R&B, sempre buscando levar algo novo às pessoas.


Atualmente baseado no Japão, ele está consolidando sua identidade e aperfeiçoando suas técnicas de produção mostrando que, além da versatilidade, também tem habilidade para dar vida a novas ideias no estúdio. Recentemente ele foi um dos 20 artistas incluídos na compilação do Warung Recordings, label do renomado club catarinense que resolveu dar espaço a alguns novos artistas neste importante VA:

Cortez também tem acompanhado de perto a evolução da cena no Japão após a chegada do coronavírus, o país vem lentamente se recuperando das cicatrizes causadas pela pandemia e dando os primeiros sinais de vida após o congelamento total das atividades. Tudo isso e mais um pouco você lê abaixo em mais um Descubra:

Beat for Beat – Cortez! Já introduzimos um pouco do seu perfil acima, então vamos direto para a parte mais interessante: por que o Japão e não qualquer outro país? O que te levou até esse lado do mundo?

Cortez – Primeiramente é um prazer poder participar desse bate-papo e poder contar um pouco dessa nova fase da minha vida.

O Japão sempre foi um país que me fascinou com sua cultura, arte, história, e por ser um povo resiliente e dedicado mantendo sua humildade com respeito ao próximo. Eu sentia que precisava de um desafio, e a vida foi me trazendo até aqui, conheci minha esposa que é descendente e graças ao seu apoio e vontade de embarcar em uma nova aventura.

Aqui o consumo de música pelo nihonjin (japonês) é grande, um país com capitais que giram festas eletrônicas 24hs por dia. O entretenimento é gigantesco.

 

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Para nos situarmos melhor, onde exatamente você está aí? Qual é a distância até Tokyo e outras cidades importantes do país? Na sua região também existe um mercado musical?

Cortez – Atualmente estou residindo na província “estado” de Aichi-ken próximo a capital Nagoya-shi, estou a 175km de Osaka ou 50 min de Shinkansen (trem bala); de Tokyo estou a 350 km ou 1h30min de Shinkansen.

Nagoya é a terceira cidade com mais clubs de música eletrônica do país, com grandes casas e festivais open air! Diferente de Osaka e Tokyo, Nagoya está sendo uma ótima porta de entrada, antes da pandemia estava com datas marcadas para algumas festas, mas foram canceladas… Na torcida para que as coisas normalizem com força total!

Antes da chegada do coronavírus você conseguiu se estabelecer como DJ, mesmo que de forma íntima? Como tem sido esse período de introdução na cena eletrônica japonesa?

Cortez – Sim, no primeiro ano e em um país onde não conheço ninguém foi um ótimo começo. Toquei em algumas festas e iniciei contatos importantes com organizadores japoneses. Estou “metendo as caras”, indo nas festas e construindo o networking que é a base de qualquer carreira em qualquer lugar do mundo.

Este ano tive minha primeira gig pós pandemia (no Japão) no Club Buddha, uma festa underground totalmente voltada ao House Music em Nagoya e gravar um set especial em Osaka em uma das maiores escolas de DJs do Japão a TryHard.

 

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Para quem não conhece nada sobre a cena do país, quais seriam as suas principais indicações? Tanto para quem prefere o underground, como para a turma do mainstream?

Cortez – Aqui é surreal, tem festas para todos os estilos imagináveis! Em Nagoya indico o Club ID, é um edifício com 5 pistas dividida por andares e salas. Tem também o Sango e a Orca ambos com pistas mais voltadas para o mainstream. O detalhe que mais gosto no Orca é em uma das pistas e ter um vidro onde você pode ver um dos principais cruzamentos da cidade e uma enorme roda gigante que fica no edifício do outro lado da avenida.

Osaka indico o Club Piccadilly, um dos top 100 clubs do mundo, onde recebe nomes importantes do mainstream com Steve Aoki, Don Diablo e Cat Dealers. Outros dois Clubs que gostei muito é o Giraffe que também é um edifício balada, com 4 andares de pistas e o The Pink, casa toda rosa, com uma decoração extravagante e alegre!

Em Tokyo o número é absurdo, mas os que acho mais tops são Contact, En-Sof, Atom, Womb e Ageha aqui a meca do Techno, House, Drum and Bass e Tech House sempre tem datas nessas casas. Todas que citei tem dançarinas animando a pista e efeitos visuais incríveis, além de sound systems excelentes.

Cortez

Cortez e a esposa Ligia em um parque japonês

A gente sabe que o Japão é um país muito rico culturalmente e muito evoluído se tratando de tecnologia. O que mais te inspira por aí? 

Cortez – A simplicidade e humildade das pessoas me agrada e me inspira muito! A grande maioria é solicita, batalham muito e se dedicam a fazer o que for necessário para alcançar seus objetivos. Eu achava que japoneses era um povo mais distante socialmente, mas vivendo aqui essa visão tem mudado drasticamente.

É comum em todas as baladas ver turmas se divertindo, cada um dançando ao seu modo, se abraçando e sempre brindando conosco! Eles se divertem sem ficar um medindo o outro e dificilmente viram as costas para o DJ. É um povo que respeita e valoriza a arte e com a mente aberta para as novidades!

Falando um pouco do seu trabalho de estúdio: fale sobre os detalhes por trás de ‘Everything In My Way’, que saiu pela label do Warung. Como foi produzi-la e qual a sensação de ter sua faixa assinada por essa marca tão representativa?

Cortez – Venho me preparando a alguns anos para produzir minhas músicas, fiz cursos importantes com grandes profissionais e tenho buscado uma evolução a cada música que faço. Tenho me empenhado muito e com a filosofia de iniciar um projeto e finalizar e focado na House Music.

Após ter feito músicas como ‘Ganbatte’ e a ‘Aida‘, inspiradas em experiências de vida, agora meu foco é totalmente para pista — ‘Everything In My Way’ foi o pé direito. Vi a oportunidade do VA Solitude do Warung e foquei 100% em criar uma música que fosse inspiradora e com uma pegada diferente, com um vocal envolvente somado a um instrumental fino, com uma linha de bass mais orgânica e com uma pegada para cima. Quando saiu o resultado nem acreditei, fiquei imensamente feliz e honrado pois é um marco importante para minha carreira.

A cena japonesa tem se recuperado lentamente, certo? Você até visitou algumas baladas recentemente… qual foi o clima percebido? 

Cortez – O clima estava bom porque o DJ estava mandando uma sonzeira, mas por mais que as pessoas estivessem dançando, a vibe não era a mesma de antes da pandemia… Agora os casos voltaram a subir depois da reabertura das baladas em Tokyo e o país voltou a entrar em alerta por conta do crescente número de infectados, alguns lugares já voltaram a decretar estado de emergência, infelizmente.

No futuro, você pretende voltar para o Brasil, mesmo que seja para uma visita?

Cortez – Sim, nossa família e amigos estão aí e sentimos muita saudades de todos! Pretendo unir o útil ao agradável, visitando as pessoas que amamos e poder apresentar meu som para o público brasileiro, essa é minha meta!

E sobre novidades pela frente, o que podemos esperar do seu trabalho nos próximos meses? Já tem novas faixas finalizadas? Valeu!

Cortez – Sim, grandes novidades a caminho! Estou com mais duas músicas exclusivas prontas e terminando mais uma que fará parte de um EP incrível para lançamento neste segundo semestre!  Quem gosta de House Music não vai se arrepender!

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DJ, Produtor, Redator, Libriano e Sonhador. Trance para amar e Techno para dançar, com uma taça de Gin para acompanhar. Onde é o after?

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