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Descubra: Gabriel Carminatti

Um talento gaúcho que vem ganhando seu destaque no cenário nacional é o novo personagem da nossa coluna. Descubra Gabriel Carminatti.

Gabriel Carminatti

Gabriel Carminatti é um jovem DJ gaúcho que tem se destacado em 2017 por conta de suas apresentações nos principais clubs do estado e uma sequência de lançamentos importante por selos como Electronic Tree, Astrowave e Sophia. Ele se tornou residente do Mohave Club há pouco tempo e faz parte de uma nova leva de talentos que estão repaginando a cena e a expandindo de maneira significativa em toda região Sul.

Uma de suas maiores conquistas aconteceu recentemente, quando o maestro argentino e grande ídolo do progressivie house mundial, Hernan Cattaneo, tocou sua faixa Last Minutes no tradicional podcast Resident – que já possui mais de 300 edições. O suporte possui um certo efeito de aprovação ao trabalho de Gabriel e é extremamente motivador por se tratar de um dos artistas mais emblemáticos da cena mundial.

Nessa edição da coluna Descubra, falamos com Gabriel, que nos contou detalhes sobre o atual momento de sua carreira. Confira a seguir:

B4B – Olá, Gabriel! Tudo bem? Parabéns por suas recentes conquistas. Last Minutes acaba de receber um suporte muito importante do argentino Hernan Cattaneo? O que isso representa pra você? Como está se sentindo agora?
Gabriel – Olá, muito obrigado, e agradeço pelo espaço Beat for Beat. Eu ainda estou eufórico com esse suporte no episódio do Resident. Sem dúvidas isso me deixou muito feliz. O Hernan é um artista que me inspira bastante pela sua simpatia, humildade, além de ser um excelente DJ e profissional reconhecido e respeitado no mundo todo. Com certeza passei a acreditar muito mais nas minhas músicas, pois não é todo dia que um artista como ele seleciona minha faixa para um set/podcast. Isso só me faz ter mais vontade de trabalhar e por a música em primeiro lugar.

B4B – Sei que essa é uma pergunta um tanto quanto aberta, mas você imagina como Hernan Cattaneo chegou até sua música?
Gabriel – Posso dizer que a minha música chegou até ele através de mim mesmo. Pois no ano passado tive o primeiro contato pessoalmente no aniversário do Amazon Club, mas devido sua logística e por ele ter saído as pressas, não tive a oportunidade de entregar nada para ele na noite, até acredito que por um lado foi bom, pois tive mais um ano de aprimoramento em minhas faixas, até esse ano quando ele voltou para mais um aniversário do Amazon em que mais um vez pude apreciar seu som e dessa vez ter esse contato próximo.

Por coincidência, produzi uma das faixas que ele mais gostou na noite anterior a apresentação dele, eu nem dormi naquele dia, cheguei no club e a primeira coisa quando ele chegou foi entregar um pen drive com várias músicas minhas. Uma pessoa muito carismática, que ao guardar meu pen drive no bolso da calça, disse que na semana, assim que ouvisse as faixas, me mandaria um email com um feedback. E por incrível que pareça, até mesmo antes de eu chegar em casa no dia seguinte, ele já tinha ouvido todas as faixas e mandado um email elogiando e falando quais músicas tinha curtido mais. Isso já me deixou realizado.

B4B – Essa sequência de lançamentos que você teve nos últimos meses foi essencial no processo de fixação de seu perfil sonoro, não é mesmo? Como foi o processo criativo dessa faixas?
Gabriel – Sem sombra de dúvidas esses últimos lançamentos foram de muita importância. Em 2016 não lancei nada e me dediquei ao máximo em estudos e aprimoramento das minhas produções, para esse ano conseguir obter resultados satisfatórios. Eu não me prendo muito a um único estilo, gosto de passear entre as vertentes que mais curto, tenho essa certa facilidade na hora de produzir também, mas aplico muitas características que criam uma identidade própria nas músicas. Gosto de envolver muitas melodias, atmosferas, surpresas, algo diferente, que chame atenção de quem ouvir e que possa se encaixar em meus sets. O processo criativo dessas faixas aconteceram como acontece com a maioria das minhas produções. Gosto de ir juntando elementos, testando coisas novas, e dependendo do momento em que eu me encontro, vou criando a história da música, seja ela mais explosiva, mais sentimental ou com outra abordagem.

B4B – Como você enxerga e avalia a cena gaúcha nesse momento e o que você avalia ser necessário para que ela continue crescendo de forma sustentável?
Gabriel – Vejo que de uns 2 a 3 anos pra cá a cena tem crescido muito, ganhou força, e muitos núcleos e festas novas surgiram. Formaram-se públicos para diversos estilos de festa e gostos sobre a música eletrônica. O RS tem excelentes artistas, toda hora surgem novos talentos, pessoas que se dedicam, se esforçam e correm atrás do seu espaço. Com um espaço maior para a música eletrônica, novas festas e talentos surgiram também, fortalecendo toda cena estadual. Esse ano inclusive o RS recebeu importantes DJs, nomes renomados internacionalmente, alguns artistas que até tempos atrás você precisava sair do estado para poder ver uma apresentação as vezes única no Brasil em algum club referência ou festival.

Na minha opinião, tenho sentido a falta de gaúchos tocando pelo Brasil e vejo muitos DJs de outros estados vindo tocar aqui toda hora, acho que com todo trabalho que os gaúchos fazem para a cena acontecer aqui e ser uma das melhores do Brasil, como já ouvi comentários de muitos DJs de fora quando tocam aqui, seria legal se isso fosse recíproco. Acho que só somaria pra todo cenário nacional.

Gabriel Carminatti

B4B – Existe alguma música que foi a responsável por fazer com que você desejasse trabalhar com música eletrônica? Se sim, qual?
Gabriel – Não tem uma única musica, acho que não foi através de uma música que decidi me envolver, sempre gostei de ouvir músicas eletrônicas e acredito que o que me fez gostar ainda mais, foi que quando ouvia uma nova, diferente, que não tocava na rádio, ou que a maioria estava ouvindo, ela me chamava a atenção, eu sentia o prazer de ouvir ela diversas vezes e isso foi só aumentando minha vontade de pesquisar e me envolver com a música eletrônica. Mas posso citar algumas que fizeram parte do meu começo como DJ.

– Deadmau5 – Faxing Berlin
– Samim – Heater
– Planet Funk – Chase The Sun
– Sidekick – Deep Fear
– Deep Dish – Say Hello

B4B – Quais são os artistas que você anda acompanhando e tocando?
Gabriel – Acompanho muitos artistas, sejam eles pops, ou até mesmo desconhecidos. É importante estar por dentro de tudo que rola no mundo da música eletrônica, inclusive. Pra mim o que vale sempre é a música. Claro que tem alguns artistas que me inspiro e acompanho com mais freqüência, mas são muitos, fica difícil citar alguns apenas. Estou colocando mais músicas autorais em meus sets, e de amigos produtores. Se a música for boa, eu vou tocar.

B4B – Para finalizar, fale um pouco a respeito dos seus planos para o futuro:
Gabriel – Um dos meus principais planos para 2018, vai ser meu montar o meu live. Já estou planejando ele há algum tempo, mas ainda não consegui tirar do papel, principalmente por não ter comprando todos equipamentos desejados para ter um live diferenciado e criativo. Outro plano que já está em andamento é envolvimento com novas gravadoras, que acredito ser uma excelente maneira para divulgar novos produtores, musicas boas, e até mesmo o envolvimento com produtores renomados para trabalhar em conjunto. E claro, muito trabalho com minhas músicas, além de solidificar ainda mais minha carreira como DJ e produtor.

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DJ, Produtor, Redator, Libriano e Sonhador. Trance para amar e Techno para dançar, com uma taça de Gin para acompanhar. Onde é o after?

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