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Descubra: GUGGA 

Do Heavy Metal e de sua noção musical proveniente da bateria, GUGGA criou sua identidade durante a pandemia e agora, vamos Descobrir juntos.

GUGGA

Por Maria Angélica Parmigiani

Com uma carreira formatada durante o isolamento social, GUGGA abdicou da Engenharia e da Administração para tentar o tão almejado sonho de uma profissão “lado b”, com a música eletrônica. Do Heavy Metal e de sua noção musical proveniente da bateria, ele deu início à jornada na Dance Music somente em 2020. Pouco tempo de estrada, mas quem está contando, afinal? Desde que começou o artista já encabeçou lançamentos na Warung Recordings, Fluxo, Transensations, Foursense e TheWav Records. 

Agora, ele se prepara para transcender a carreira criada na pandemia e busca levá-la às pistas de dança no Brasil. No último dia 26, o artista teve lançamento ao lado de RIKO, pela britânica Colorize, integrando o compilado Colorize 2022 Winter Sampler — a track recebeu até mesmo suporte do duo Cosmic Gate. Conversamos com ele para conhecer mais sobre sua história e entender seu momento de carreira. Vem ver! 

Beat for Beat – Oi GUGGA, tudo bem? Obrigada por essa entrevista. Como é a primeira vez que conversamos, conte-nos um pouco sobre como surgiu seu interesse pela música eletrônica. Soube que você tem um background formado no Rock, como foi a transição?

GUGGA – Oi, Maria e galera da B4B! É um prazer falar com vocês! Por aqui está tudo bem e espero que todos estejam bem e seguros por aí também. Meu interesse pela música, em geral, apareceu já quando era bem novinho. Lembro do meu pai trazendo discos para casa de gêneros variados e sempre ficava vidrado ao lado das caixas de som escutando cada detalhe e cada nuance das faixas tocadas. Quando eu tinha uns 5 anos, eu escutava muito Pink Floyd, Deep Purple, Peter Gabriel e pop dos anos 80 (Duran Duran, Tears for Fears, etc…) e eu lembro que não fazia muito tempo que a MTV tinha chegado no Brasil. Foi ali que a coisa me encantou de vez. Quando eu comecei assistir os videoclips das músicas que eu gostava, comecei a imitar os instrumentistas e o que mais me chamava atenção era a parte da batera. Do rock progressivo e pop, fui para o heavy metal através do Iron Maiden, que me introduziu no estilo e, a partir daí, comecei minha jornada como metaleiro e ganhei minha primeira bateria com 9 anos.

Fiz minha imersão na música ao longo dos anos e estudei muito, tanto técnica quanto pesquisa musical, dentro e fora do rock, pois precisava de diversos elementos para continuar minha evolução como instrumentista. Esse é meu background, e dando um grande pulo na minha história, meu contato com a música eletrônica começou  por acaso. Em 2019, em uma festa, um amigo meu perguntou se eu gostaria de aprender a discotecar, e foi ali, na hora, que eu comecei a fazer minhas primeiras mixagens que me apaixonei pela coisa. A partir desse momento, comecei a frequentar festas e pesquisar MUITO sobre o gênero e suas vertentes. Em 2020 comprei a minha primeira controladora e comecei a tocar em casa mesmo, por causa da pandemia. Mesmo com esse mundo novo , senti que estava faltando alguma coisa e lá para novembro, baixei o Ableton e comecei a rascunhar  algumas linhas instrumentais  no software (mas só desgraça até então…o começo foi difícil).

Logo no início de 2021, entrei no Fluxo e no Warung School e foi aí que comecei a estudar insanamente (e não parei mais) e dar forma a minhas primeiras tracks. Logo na sequência, entrei na comunidade do Salata para complementar mais minha parte técnica e em julho de 2021, larguei meu trabalho para focar 100% na música. Estou nessa de corpo, alma e a todo vapor. Tem bastante coisa legal para lançar agora em 2022 e não vejo a hora de dividir minhas tracks com as pessoas! 

Você transformou a ideia em realidade em 2020, como foi isso? Afinal, estávamos no auge da pandemia…teve alguma crise ou força que te levou a essa virada de chave para ingressar na carreira artística?

GUGGA – Eu sinto que fui meio forçado a me conectar com a música de uma maneira mais intensa. Na pandemia, ficou claro para mim o quão vazia estava minha vida. Era só trabalho-casa, casa-trabalho, imaginando quando seriam minhas próximas férias. Começar a produzir e tocar, mesmo que tenha começado no final de 2020, me tiraram de um buraco psicológico. Foi um processo forte e doloroso de autoconhecimento. Agora me sinto forte e conectado, com um objetivo bem claro na cabeça

Você tem um tempo de carreira curto, mas já avançou casas interessantes como a participação no VA da Fluxo do ZAC e o lançamento na Warung Recordings. Por que você acha que esse processo se antecipou?

GUGGA – Sim! Faz pouco tempo que estou na cena, de fato! Eu sinceramente não acredito nessa questão de antecipação de process. Eu ‘meti a cara’ nos estudos e continuo estudando muito, produzindo muito e mostrando meu trabalho para pessoas que eu confio. Eu tento manter uma fila de músicas em andamento, concluindo track por track e, por mais que eu não goste tanto do resultado final, eu deixo aquele material guardado para revisitar posteriormente, quando eu estiver com mais conhecimento, com alguma outra ideia ou mais técnico para deixar aquela track melhor. O que já me satisfaz, eu mando para as gravadoras.

Falando em catalisadores, eu acho que o acesso à informação e fazer parte das comunidades do Fluxo, Warung School e Salata, sem dúvida nenhuma, me ajudaram muito no processo de aprendizagem. Em um determinado momento do ano passado, fiz aulas particulares, também, com o Breno Mos, que é um DJ e produtor que admiro demais e acabamos nos tornando amigos do peito. Esse investimento em conhecimento foi crucial para entender mais sobre produção, discotecagem e o mercado da música eletrônica. Meu background musical e as pessoas que conheci ao longo desse ano como produtor, foram alicerces para a minha evolução, também! 

Como é seu workflow na produção? Tem um ritual para “entrar no personagem” ou é mais livre?

GUGGA – Eu, geralmente, faço músicas por camadas. Quando eu tenho alguma ideia de melodia, harmonia, ambiência, groove de bateria e baixo, eu escrevo essa ideia e começo a construção de um loop. Assim que o loop está sólido e com elementos que o deixem convincente, eu parto para a estruturação do arranjo. Assim que tenho o arranjo minimamente desenhado, eu parto para a timbragem dos elementos e encaixe das cenas da track.

Feito isso, eu parto para as automações e efeitos, finalizando com uma mix o suficientemente boa para testar nos PAs e mandar para pessoas que eu confio darem um feedback. Eu sou mais livre para produzir no que diz respeito a estilos e estética. Eu tento misturar coisas que eu gosto e sonoridades diferentes na mesma track. Um dia eu faço um african, no outro eu faço um indie dance (rs). Quanto mais coisa diferente eu faço, mais eu aprendo e quero construir essa versatilidade!

 

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Você viveu a pista de dança em que momento mais especificamente? Quem você se espelha nessa safra? Algum novo nome que também surte esse efeito de influência em você?

GUGGA – Eu comecei a ir nas festas em 2019, para falar a verdade e foi bem viciante. Tem artistas que admiro demais, como Yotto, Cassian, Tinlicker, Jeremy Olander, Space Food, Sparrow and Barbossa, etc. Ver o D-nox ao vivo é uma aula de como ter uma pista nas mãos. É simplesmente bizarro. São tantas referências e tantos estilos de som, que é até difícil mencionar todo o espectro. Falando sobre caras novos, meus parceiros de jornada são uma fonte de inspiração para mim. O RIKO é um cara que eu encontrei na metade dos meus estudos, com quem aprendi muito e produzi várias coisas juntos. Baita produtor e baita DJ com quem tenho o privilégio de dividir vários trabalhos. O Gorkiz me acolheu como um mentor… me ajudou com feedbacks, fizemos collabs e é um monstro no segmento.

Tenho o Jukka, Fabian B, Massaki, Sensitive (It), V.Souza, Skapi, Jackks, Mariz, Carminatti, como pares profissionais buscando seus espaços, que admiro e me inspiro demais. Cada um no seu estilo, cada um com suas características. Sinto-me sortudo de fazer parte de uma cena onde tem tanta gente talentosa. E, provavelmente, eu esqueci de mencionar outros artistas, porque é muita gente mesmo!

E qual a dica para chegar junto em selos maiores e/ou selos gringos? O tal falado networking é mesmo importante, né? 

GUGGA – Olha, eu acredito que networking é super importante, pois abre portas. Porém, acredito mais ainda que a música fale por si só. Se você tem um trabalho que você acredita, se joga. Manda para as labels e serão 50 nãos para 1 sim, mas esse sim vai valer a pena! Para aumentar as chances, tenha uma mix e master boas, mande mais de uma opção de track, mande um e-mail com uma apresentação sua e sobre o material que você está enviando. Não é uma fórmula, mas tem ajudado em alguns casos.

Hoje vemos que a maior dificuldade para alguns artistas é se manter nos holofotes, especialmente a nível virtual.  Sabemos que o jabá é importante também, mas como é isso pra você?

GUGGA – Eu acredito que o relacionamento, networking e sua exposição como produto são os critérios essenciais para levar o artista para o próximo nível. Dito isto, sinto-me completamente livre para dizer que sou bem ruim e tenho muito o que evoluir nesse aspecto (rs). É difícil, porém necessário, conciliar o técnico, execução e a venda do seu negócio. Eu ainda estou aprendendo a fazer o terceiro ponto mencionado (rs). Gostando ou não, tem que fazer. Não tem jeito.    

Você lançou recentemente uma track em colaboração com o RIKO pela Colorize, conte-nos um pouco sobre como surgiu essa parceria e do que se trata a faixa em questão.

GUGGA – Sim! Essa track na verdade saiu na primeira vez que nos sentamos juntos para compor. E foi assim, simplesmente saiu e desde então dividimos vários trabalhos juntos. Essa faixa, para mim, simboliza a dualidade que vivi nesses tempos de pandemia e no meu começo na carreira artística. Tudo é muito tenso e incerto. O que me mantém de cabeça erguida é o sonho e a esperança que as coisas vão ficar bem e vão dar certo. O caminho é um só: é para frente! E para mim, essa é a vibe da track… é uma mistura de tensão com esperança. O RIKO se tornou um irmão para mim. Tenho orgulho desse trabalho que fizemos juntos e outros que estão por vir!  

 

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E os planos do presente e futuro? O que você pode nos antecipar? Muito obrigada!

GUGGA – Tem coisa legal vindo por aí! Fechei recentemente um EP com a Transensations e outro com a Enormous Chills. Estou bem orgulhoso destes trabalhos e acredito que estarão disponíveis até o final do outono. Tenho mais uma track em collab com o RIKO que será lançada em breve, também. Entre fevereiro e março vou soltar um edit do Tears for Fears e tenho trabalhado em um EP com duas faixas com uma sonoridade mais indie, que está quase no ponto. Tem bastante coisa rolando no que tange a parte de criação. Bastante coisa para lançar e bastante coisa para concluir. Sobre o futuro, espero que minhas músicas toquem as pessoas e que eu esteja tocando por aí, fazendo a galera dançar e trocar essa energia única, que só a pista e o palco proporcionam. Muito obrigado pelo bate-papo! Foi um prazer!

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