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Descubra: The Primitive Soul

Duas mentes que trabalhavam separadas, resolveram se unir para criar o The Primitive Soul, projeto que é destaque da coluna Descubra.

The Primitive Soul

The Primitive Soul

The Primitive Soul é um projeto idealizado em 2015 por Lucas Bittencourt e Ricky Raimundi, dois DJs e produtores que já estão inseridos no cenário underground há quase 10 anos. Decidiram somar suas habilidades e experiências concentrando esforços neste projeto que possui em sua essência a voracidade pela exploração de ambientes desconhecidos, traduzidos em produções guiadas pelo Techno progressivo e melódico.


Ambos foram muito influenciados pelas noites vivenciadas no Warung Beach Club e pelos artistas que por lá passaram — quem conhece sabe como aquele local é inspirador. Construíram então uma identidade sonora que tem muito a ver com a atmosfera vivenciado no club e hoje estão espalhando o conceito do projeto com gigs pelo estado catarinense. A próxima rola no dia 31 (sexta), em uma festa que marca a estreia do The Primitive Soul na Seas, importante label party do cenário catarinense. O local fica por conta do At Home, espaço tradicional localizado na Praia Brava de Itajaí.

Lucas e Ricky, The Primite Soul, são os nossos convidados para mais um episódio da coluna Descubra:

Beat for Beat – Olá, pessoal! Tudo bem? Obrigado por toparem conversar com a gente. Antes de formarem o duo, vocês já atuavam como DJs e produtores, certo? Quando de fato vocês resolveram se juntar e o que motivou essa união?

The Primite Soul – O prazer é nosso!

Lucas: Sim, tive meu primeiro contato atrás dos decks bem novo, através de um cunhado que tocava e me ensinou algumas coisas. Logo depois, com 15 anos, fiz meu primeiro curso de produção musical e desde então estou sempre procurando evoluir.

Ricky: Eu também comecei com a mesma idade, embora ele seja três anos mais velho. Acho que fui um pouco influenciado, tendo em vista que estávamos sempre juntos e música eletrônica era uma constante na nossa vida. Mas a decisão de aprender veio de mim e procurei cursos de mixagem e produção musical.  Em 2014 passei o ano morando fora, mas antes disso consegui algumas experiências em gigs na região e, um ano depois, formamos o duo. Antes disso sempre acabávamos fazendo B2B em eventos que tocávamos ou em festas privadas, sempre sendo elogiado juntos. A ideia veio de formarmos uma identidade nova contendo um pouco dos dois, já que estávamos atrás da mesma coisa.

Lucas: O duo também foi uma forma de nos puxarmos a manter horário dentro do estúdio, tendo alguém para “prestar contas”, nos centrou de uma maneira, a continuamente buscar evoluir.

The Primitive Soul

The Primitive Soul

B4B – Duas cabeças realmente pensam melhor do que uma? Nesta jornada inicial, quais têm sido os principais fatores positivos dessa união?

Ricky: Acredito que sim, somos muito parecidos, mas extremamente diferentes nos nossos principais traços, o que basicamente quer dizer que compensamos as fraquezas um do outro. Dentro do estúdio a vantagem é que quando um está bloqueado, tem outro pra ter a ideia que vai continuar botando o projeto para frente. Atrás dos decks, quatro mãos com certeza funcionam melhor que duas [risos]

Lucas: Sim, com certeza! Manejar nosso tempo também é muito mais fácil. Uma pequena porção do que um DJ faz é o show em si, o que quer dizer que toda burocracia que acontece por trás, assim como tempo no estúdio e preparativos, podem ser divido em dois. De uma certa maneira temos a habilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo!

The Primitive Soul

The Primitive Soul

B4B – Quão importante foi e ainda é o Warung Beach Club na formação da identidade sonora de vocês? Imagino que tocar lá deve ser um sonho, mas tirando o club, quais outros locais vocês imaginam se apresentar?

The Primitive Soul – O Warung foi muito importante em formar nosso gosto pelo meio, pela arte e as nuances dessa indústria. Mas a identidade sonora do club evoluiu e mudou desde quando começamos a frequentar. Assim como a nossa, hoje em dia acho que a inspiração vem de diversos lugares, a internet nos propõe experienciar coisas de longe e reter conhecimento do mundo inteiro. Dito isso, com certeza está no topo da nossa lista e continua sendo uma forte inspiração!

Acho que quando tocarmos lá será surreal e iniciará novas conquistas, riscando um grande item da nossa “bucket list”. Sonhamos também em nos apresentar em Berlim, em clubs como Watergate, Berghain e Kit Kat… A cidade respira música eletrônica, e poderíamos explorar lados diferentes. No Brasil também não faltam opções, Vibe, D-EDGE, Caos… a lista é grande [risos]. A verdade é que estamos felizes de fazer isso, onde quer que seja.

B4B – O último lançamento foi a track ‘NGC 4650A‘ no VA da Kaligo Records, estando ao lado de nomes como ZAC, Who Else, Touchtalk e Andre Gazolla. O que já tem planejado para acontecer em 2020? Alguma track nova vindo por aí?

The Primitive Soul – Sim, nos sentimos honrados de dividir um VA com esses grandes nomes. Sobre 2020, temos algumas coisas acontecendo, a maioria um pouco cedo pra divulgar. Mas pra tirar uma lasquinha, estamos em conversa com Hoten pra sair algo na sua gravadora 43 Degrees Records. Nos conhecemos uns meses atrás, e admiramos o trabalho que ele vem fazendo. Mal podemos esperar para mostrar as tracks que temos preparadas, com certeza haverá muitos lançamentos esse ano!

B4B – E como é o processo criativo no estúdio? Cada um fica responsável por algo ou ambos trabalham na ideia juntos do início ao fim?

Lucas: Tentamos sempre acompanhar os projetos em conjunto. Mas acabamos dividindo o trabalho e executando funções diferentes, prezando as forças um do outro. Eu tenho mais habilidade técnica, então geralmente começo a ideia, mas quase sempre minhas ideias são um pouco caóticas, aí o Ricky entra.

Ricky: Sim, tentamos sempre acompanhar junto o processo de produção, nem que seja pra incentivar o outro. Assim estamos na mesma página, sobre o rumo que as tracks estão indo, e podendo manter um cronograma de produção constante. Eu cursei faculdade de cinema, que me deu conhecimento em storytelling, que aplico na música hoje em dia, sirvo basicamente como um filtro, desmembrando e adicionando em cima do que o Lucas faz.

B4B – Há algum tempo vocês tiveram uma experiência clubber pela Europa, não foi? Falem um pouco sobre essa viagem e como ela foi importante para a maturidade do The Primitive Soul.

The Primitive Soul – Sim, passamos o mês de outubro inteiro lá ano passado. Visitamos cidades-chave da cena eletrônica como Bruxelas, Berlim e Amsterdã. Estávamos nos sentindo um pouco “travados” e a viagem foi uma forma de buscar novas inspirações e ver como a cultura da música eletrônica é diferente. Por exemplo, os clubes que frequentamos são isentos de camarotes e diferenciação de poder aquisitivo, as pessoas estão lá estritamente para curtir a música — que por sinal está em todo lugar, música eletrônica toca como sertanejo e funk no Brasil.

Fomos no Watergate, um dos clubes que mais gostamos, na primeira noite de Oblivion, novo projeto do Victor Ruiz onde ele tocou a noite inteira em um long set. Passamos no Tresor, um clube extremamente underground em Berlim, numa localização que seria considerada precária aqui no Brasil e provavelmente não seria permitido abrir, mas que lá está repleta de cultura e história.

A viagem também serviu para notarmos tudo de incrível que temos aqui mesmo no nosso quintal e que muitas vezes as coisas não são simplesmente melhores, apenas diferentes. A cultura de não deixar as pessoas tirarem fotos nos clubs e barrar caso não estejam vestidas de acordo com o que eles julgam ser correto, ou não souberem o lineup é muito real lá, embora não tenhamos sido barrados em nenhuma ocasião.

Comparecemos também ao ADE (Amesterdam Dance Event), um dos maiores eventos de música eletrônica do mundo, fomos a um showcase da Afterlife, outra de nossas inspirações, e assistimos a conferências de diversos artistas que admiramos. Foi uma experiência incrível e extremamente importante pro nosso amadurecimento, fundamental para nossa confiança de sabermos que estamos no caminho certo e que as dificuldades que temos não são muito diferentes dessas das pessoas que admiramos, apenas o patamar é diferente.

The Primitive Soul ADE

The Primitive Soul no ADE

B4B – Por fim, se vocês fossem definir o som de vocês em uma frase, qual seria? Obrigado pelo bate-papo, pessoal!

The Primitive Soul – “Storytelling through music”. É a frase que temos nas bios de nossas redes sociais, significa, “contando histórias através da música”. Obrigado a vocês, foi um prazer!

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DJ, Produtor, Redator, Libriano e Sonhador. Trance para amar e Techno para dançar, com uma taça de Gin para acompanhar. Onde é o after?

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