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Entrevista

Entrevistamos: Ferry Corsten (Parte 2)

Após anos longe da cidade de São Paulo, a lenda do trance, Ferry Corsten, retornou para um show inesquecível e ainda bateu um papo com a gente. Confira:

Ferry Corsten

Que ele é uma das lendas do trance, isso estamos cansados de dizer. Que ele é o dono do Melhor Álbum de 2017 pelo nosso Beat Awards, isso vocês estão cansados de saber, mas o que nunca cansa dizer, é o quanto Ferry Corsten é apaixonado pelo que faz, seja no palco, no estúdio, em seus projetos… e isso ficou ainda mais claro após nosso bate-papo rápido que tivemos com ele, momentos antes do seu último show épico em São Paulo, no dia 21 de abril.

Ele falou sobre o Unity, sobre o cenário trance, sobre o Avicii… Entrevistamos, pela segunda vez, Ferry Corsten!

Beat for Beat – Oi Ferry! Nós encontramos mais uma vez! Ano passado entrevistamos você por e-mail, falando sobre o lançamento do Blueprint (para ler clique aqui) e hoje, queremos falar sobre novos projetos. Muito obrigado por nos receber!
Ferry Corsten – Hey guys, muito legal fazer uma nova entrevista com vocês!

B4B – O Unity é seu novo projeto após o renomado e premiado álbum Blueprint. Como surgiu a ideia de fazer parcerias com os melhores produtores de trance da cena?
Ferry – Nos últimos anos, tem sido sobre eu, eu e eu, seja no estúdio, gravando com Haliene, sobre Gouryella, todos os shows, o álbum Blueprinth e ao mesmo tempo, passando por todos os festivais, conversando com os amigos djs e sempre surgia o assunto de collabs, fazer algo juntos, mas eu estava sempre muito ocupado com Gouryella ou o Blueprinth e nunca tinha tempo, por mais que houvesse vontade de ambas partes, não rolava. Então, porque não dedicar um projeto exclusivamente para isso? Se olharmos a EDM como um todo (não como um gênero especifico), veremos que todos nós tocamos músicas uns dos outros. Por exemplo: no trap, dubstep, na cena bass em geral, todos trabalham juntos, por um único movimento, enquanto no trance, é muito dividido. A galera dos bpms mais altos (140+), bpms mais baixos (128), coisas estilo Above & Beyond e quase nunca trabalham em conjunto é muito: “- Ah, não posso tocar sua música porque é lenta demais pro meu estilo”. Unity é basicamente “- Hey galera, vamos trabalhar juntos!”. A intensão é que as tracks sejam trabalhadas num bpm (batidas por minuto) intermediário. Não tão “baixo” quanto aos 128 bpms (que muitos nem consideram trance) ou tão alto quanto 140 bpms. Quero o meio termo, para que o trance possa voltar a ser uma cena única. Entre os fãs, essa união, essa vontade já é mais percebida, já entre os djs e produtores… Se os artistas se unirem, reunirem, o trance voltará a ser como era anos atrás.

B4B – Falando dessa divisão do trance, você acha que o público brasileiro é bem receptivo a ele?
Ferry – Sim, o público brasileiro aceita bastante o trance, mas também é bem dividido entre os que curtem bpms mais altos, coisas como Aly & Fila ou algo mais pro psytrance. Por isso, precisamos achar um meio de misturar tudo isso. Nem toda track precisa ser feita em 138 bpms ou mais. Nós podemos diminuir ou aumentar o pitch conforme a nossa necessidade, é o que nós djs fazemos, é nosso trabalho. Se você de autodenomina um cara que só toca 128 bpms, por exemplo, você se limita. Por outro lado, se você encontra o meio termo, você pode tocar e ser tocado por todos, assim como no bass, na edm. Todos Unidos.

B4B – Ano passado, te entrevistamos e perguntamos a respeito sobre a volta de produtores a suas origens, como Purple Haze, Alpha 9. Hoje, queremos saber quais são os produtores revelação na cena que você admira?
Ferry – Eu realmente admiro o Dim3nsion, não só porque está na minha gravadora ~risos~, mas porque ele é muito talentoso. Ele pode, tanto fazer um epic trance de qualidade, quanto um tech trance igualmente bom. Eu acho que devemos ficar de olho nele nos próximos anos, por que ele pode fazer de tudo. Os sets são dele são bem construídos e profundos…

B4B – E ele está no Unity?
Ferry – Sim, ele está no Unity! A segunda track é com ele. A primeira foi com Paul Oaknfold, A Slice of Heaven. Teremos muito vocal trance, muitas que causarão arrepios. Teremos muitas collabs boas vindo por ai… Mas que ainda são segredo!

‘A Slice of Heaven’, primeira track do projeto Unity, com Paul Oakenfold

Teaser de ‘Safe with Me’, próxima track do Unity, com Dim3nsion

B4B – Recentemente, tivemos uma grande perda na dance music. Avicii nos deixou muito jovem. Você tinha alguma relação com ele? Como foi receber essa notícia?
Ferry – Infelizmente não éramos tão próximos assim. Sempre nos encontrávamos nos festivais por ai, conversávamos entre uma pausa e outra, mas não tínhamos uma relação tão próxima, mas foi um grande choque. Todos nós sabemos da importância que ele teve na música eletrônica nos últimos anos. Ele era um garoto muito talentoso e foi um grande choque, uma perda muito grande para todos nós.

Abaixo, um pequeno trecho do final de “Seek Bromance”, tocada por Ferry, em uma singela homenagem ao Avicii, em São Paulo.

 

Obrigado Ferry, por mais uma entrevista e esperamos por fazer a parte 3 em breve e com mais novidades!

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Editores do Beat for Beat. Apaixonados pela música, pela pista e uma boa taça de gin.

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