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Editorial

Existem regras para um bom B2B? Mau Maioli e Cris D. respondem

Formato de apresentação em dupla, O famoso B2b, requer sintonia e algumas técnicas práticas para o sucesso da performance.

Cris d. e Mau Maioli B2B

Se um set solo já é capaz de contagiar a energia de uma pista de dança, imagina uma cabine comandada por dois DJs? Conhecido como B2B, o formato que consiste na apresentação de dois artistas no comando do dancefloor tem sua origem nos tempos em que DJs tocavam apenas com vinil.

Quando se apresentavam em dupla, um deles ficava responsável pela seleção dos discos, enquanto outro rodava as bolachas no toca-discos. Por causa dessa movimentação, ambos ficariam muito tempo de costas para o público, daí o significado do termo “Back to Back”.

Embora essa seja apenas uma das teorias acerca do surgimento do formato B2B, uma certeza é definitiva: no momento em que dois DJs tocam juntos, a performance musical ganha ares bem diferentes de quando ambos tocam em formato solo.

A se ver pelos B2Bs históricos, como os clássicos de Carl Cox com Fatboy Slim, Marcel Dettmann e Nina Kraviz, Maceo Plex com Richie Hawtin, Solomun b2b Tale Of Us e por aí vai…

 

Aqui no Brasil, os DJs gaúchos Mau Maioli e Cris D. não tem medo de arriscar em um bom B2B. Com uma sintonia que vai além da própria música, a dupla possui uma sinergia equilibrada e consistente quando se apresentam juntos nas pistas de dança de Farroupilha e Porto Alegre.

Cris, Mau Maioli B2B

Mas o que mais é preciso para que o B2B saia conciso, enérgico e sintonizado? A dupla responde pra gente com algumas dicas, regrinhas e códigos de “bom tom” para que esse formato seja executado com sucesso:

Cris D.

B2B, acima de mais nada, é a mistura de múltiplas pesquisas, o DJ precisa estar preparado para enfrentar pistas diversas e deve escolher/levar muita música. Nem sempre escolhemos à risca o que queremos tocar juntos naquela noite, as vezes só damos um norte e uma ou duas músicas de apoio e decidimos “vamos nessa vibe”, isso funciona muito depois que você toca anos com alguém.

Outra coisa que sempre indico é uma visão geral da pista que vai tocar: pesquisar sobre a festa, seu horário e estar preparado, pois se as vezes fazer isso sozinho já custa um investimento de tempo maior, quem dirá em 2. Por quê? Não se pegue de surpresa com sons que não condizem com o horário, essa hora devemos ser DJs, ou seja, bons pesquisadores e seletores.

Outra dica muito importante é NUNCA, JAMAIS coloque poucas músicas pensando naquele horário, jamais mesmo, porque nem tudo na hora pode funcionar e se você tiver mais tracks, sempre vai estar preparado para imprevistos. Já rolaram festas onde deveríamos tocar por 1h30 e tocamos 3h30… mas como fomos preparados, ainda sobrou algumas músicas (risos).

Vale lembrar que sempre tocamos no formato de uma música cada, mais interativa, divertida, e rola mais troca de conhecimento em mixagens… é um conselho que dou pra galera nova: uma música de cada, assim você não se torna o rei do b2b e fica de igual a igual com o artista.

Cris + Mau Maioli B2B

Mau Maioli

Por termos uma longa jornada de apresentações em conjunto, nossas decisões pré-festa normalmente acontecem com a troca de algumas poucas músicas que queremos tocar e para qual caminho queremos seguir.

Já criamos alguns esqueletos com faixas que gostaríamos de tocar, até uma certa ordem para nos guiar em relação ao BPM do set e em quanto poderíamos começar/até onde poderíamos chegar (isso funcionou e funciona bastante quando o assunto é warm up, por ser mais tempo de set com mais mobilidade de velocidade das músicas mesmo).

Acho que acaba sendo necessário criar um começo meio e fim junto com o parceiro (a) de b2b em ocasiões novas ou no caso de você ainda engatinhar na discotecagem. Mas conforme o tempo passar e você acumular experiência (até a experiência de tocar com outros(as) DJs inesperadamente em afters e afins) esse movimento de dividir palco com outro(a) artista será natural.

Não podemos deixar de comentar que precisa haver afinidade com o outro. Seja através da música ou da própria pessoa. Se essa conexão não acontecer, creio que possa vir a ter problemas grandes na hora da apresentação. Claro que para uma boa experiência é necessário algumas brincadeiras. Indico a de tirar o fone de ouvido do plug ou desligar o canal dos fones uma boa para tirar com o parceiro (a) de b2b hahahaha.

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DJ, Produtor, Redator, Libriano e Sonhador. Trance para amar e Techno para dançar, com uma taça de Gin para acompanhar. Onde é o after?

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