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Falamos com Dry Groove sobre os bastidores do seu novo EP “Seven”, pela Vagalume Records

Por Maria Angélica Parmigiani

Dry Groove retorna ao catálogo da gravadora referência em Psy Trance no Brasil, a Vagalume Records, com seu novo EP Seven. Fernando Cortizo, o nome por trás do projeto, é um adorador das linhas psicodélicas do trance. Seu som tem grande influência na vertente Full On Groove com variações influenciadas pelo Progressive Psychedelic, também conhecido como Progressive Psytrance ou somente “prog trance”.

A carreira de Fernando ainda pode ser considerada jovem dentro do cenário, dando seus primeiros passos como artista em 2016 e ingressando na produção musical em 2020. Um talento emergente que tem trazido em suas diversas apresentações em  live act um refresh para o estilo que mistura um pouco do full on com as batidas mais lentas e envolventes do prog. Dry Groove já dividiu palco com grandes nomes do psytrance mundial como Morten Granau, Astrix, Phaxe, Talpa, Pixel, Burn in Noise, The First Stone, Nevermind, Outsiders, Laughing Buddah, Loud, Rinkadink, Bliss, entre vários outros.

B4B – Olá Fernando, tudo bem? Obrigada por essa entrevista conosco. Bom, vamos do princípio: como você se conectou com o Psytrance e sua filosofia? E quando foi que esse amor virou energia para se transformar em profissão?

Dry Groove: Olá, tudo muito bem. Eu me conectei ao Psy Trance de uma forma um pouco inusitada, há muitos anos atrás, quando tinha 15 anos, através de um professor de física que me mostrou essa vertente da música eletrônica e foi amor à primeira vista. Logo foram 3 anos apenas curtindo e indo a raves e aos 18 anos comecei meu projeto Dry Groove, que na época era DJ set até o amor ir aumentando e se tornar live alguns anos depois.

B4B – Você tem uma segunda profissão ou está 100% na música? E como as pessoas ao seu redor receberam a notícia que você iria trabalhar com o psy? 

Eu estudo arquitetura também, estou no 9º período, porém não é o que realmente quero e que vou seguir, pois meu sonho é viver 100% da musica, do Psy Trance, é a minha paixão. A família no começo não acreditou muito, sempre pensou que era apenas uma brincadeira, um hobby, mas com o tempo, algumas repercussões e conquistas, minha família acabou se tornando meu maior fã. E meus amigos próximos sempre acreditaram e apoiaram, pois diziam que meu sentimento por Psy era diferente.

B4B – O desejo de produzir veio mais recentemente, em 2020. Era algo que já estava em sua mente e que ganhou força com o isolamento social? Como foi o processo de ingressar na produção? Quais são seus equipamentos na hora de criar?

Na verdade eu já tinha me arriscado a produzir antes de 2020, porém nada sério, apenas brincadeira, sem saber absolutamente nada. Em 2020 com o isolamento social e alguns problemas pessoais decidi focar 100% no meu sonho que era me tornar produtor. E assim fiquei 2,3 meses afastado das redes sociais e celular de um modo geral e assim criei meu primeiro EP autoral. Meus equipamentos são: um par de monitor de áudio da KRK rokit 5, uma traktor z1, uma traktor x1mk2 e um bom notebook.

B4B – O seu segundo lançamento na carreira foi pela Vagalume Records, com o single Ouroboros. Como foi que aconteceu essa conexão com eles? E como está sendo esse retorno agora? 

Foi um sonho entrar pra Vagalume ao lado de tantas e tantas referências do Psy Trance mundial. Essa conexão veio através de Pateta, outra lenda do meio do Psy Trance. Ele ficou responsável por trazer um nome do nordeste para a Vagalume. Depois da indicação de pateta, Zumbi (Nevermind), outra lenda a qual eu sou muito fã — inclusive já vi diversas apresentações dele — entrou em contato comigo para eu fazer parte desse time e assim fazer meu primeiro lançamento. O retorno e o acolhimento estão sendo incríveis até agora.

B4B – Você agora retorna ao renomado selo nacional de Psy com Seven. Dá pra dizer que é uma fusão entre os mundos do full-on e prog? Conte-nos sobre o processo criativo e o que vamos encontrar ao ouvi-lo.

Eu desde o começo não gosto de me rotular em uma vertente específica porém, por sempre amar e escutar o full on groove as minhas músicas na parte de elementos vão sempre ter traços do full on. Porém, sou muito apaixonado também pelo Psychedelic Progressive com baixos square e por isso também tenho algumas músicas puxadas para este lado. Então, sempre faço essa mescla das características dessas duas vertentes, mas sempre deixando minha identidade em todas as tracks. 

B4B – Como você, artista de uma geração mais recente, enxerga o movimento do Psytrance aqui no Brasil?

Ao meu ver está crescendo bastante desde que entrei nesse mundo. Muitos jovens artistas em ascensão, produzindo músicas muito boas com uma qualidade já muito profissional, como InterVoid, Acid Sonic, Alicid, Single Drop, Slix, Dopamina, entre vários outros que também estão nessa nova geração do Psy Trance que está vindo aí.

B4B – E para fechar: quais são os próximos passos de Dry Groove e onde podemos ir para vê-lo em ação? Obrigada

Até agora tenho vários shows já fechados aqui no nordeste, alguns na capital recife e alguns mais longe como em Mossoró-RN, João Pessoa-PB, Garanhuns-PE entre outros. E no final do ano minha estreia em festivais, onde estarei realizando mais um sonho.

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Publicitário, gerente de imprensa na Beats n’ Lights. A informação transforma, a verdade conecta, as palavras voam e a música liberta.

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