O AfroFuture, festival de música em Detroit, praticava uma política de preços baseada em cotas raciais, indo contra as leis de direito civil americanas.
Um festival de música de Detroit, chamado AfroFuture, atraiu críticas no último fim de semana, ao revelar que cobrava diferentes valores para participantes brancos e para aqueles que se identificassem como POC, People of Color (Pessoas de Cor). Acontece que uma rapper, Tiny Jag, que se declara biracial, cedeu uma entrevista ao Detroit Metro Times, maior jornal da cidade, criticando tal política, chamando a atenção de um grande público americano, gerando uma reflexão sobre o racismo e as cotas para pessoas de cor.
sorry ily guys💕💕🌸 pic.twitter.com/MfhuQeEX0U
— TINY JAG🖤🦇 (@tinyjaguar) 2 de julho de 2019
Os preços dos ingressos antecipados do evento eram vendidos por US$ 10,00 para ‘POC’ e US$ 20,00 para NonPOC. os valores na portaria eram de US$ 20,00 para POC e US$ 40,00 para NonPOC. No domingo, após as críticas tanto na mídia, quanto nas redes sociais, o festival mudou a estrutura de entrada, liberando entrada free para NonPOC pela plataforma Eventbrite, a fim de igualar os preços das entradas para os dois dias.
For the safety of our community, family, elders who received threats from white supremacists,& youth who were subjected to seeing racist comments on our IG pg,Afrofuture Fest has changed our ticketing model to $20 General Admission & suggested donation for nonPOC on @eventbrite pic.twitter.com/6wQXEjRKtt
— Afrofuture Youth (@AFYDet) 7 de julho de 2019
Mesmo assim, a Eventbrite, se manifestou banindo o festival da plataforma, por quebrar os termo e condições da empresa ao usar uma estrutura de preços diferentes da com base da lei de Direitos Civis dos Estados Unidos, de 1964 que diz que não é permitido o preços diferentes com base em características como cor, raça ou etnia. O AfroFuture Festival continua sendo planejado para acontecer no dia 3 de Agosto na cidade de Detroit.