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Innervoix, o artista que apresenta formas enigmáticas e introspectivas

Com influências do Techno Melódico, House Progressivo e Psytrance, Innervoix se manifesta através de nuances enigmáticas e introspectivas.

Innervoix

por Isabela Junqueira

Com paixão despertada nos saudosos anos 2000, Daniel Lemes buscou formas de desobstruir o amor, criatividade e ânsias profissionais com a música eletrônica, o que o conduziu a criação do Innervoix.

Guiado por influências do Techno melódico e House progressivo com pitadas de Trance, o produtor garantiu uma assinatura musical viabilizada através de nuances e texturas enigmáticas e introspectivas — o que nos levou a convidá-lo para essa entrevista.

Beat for Beat – Olá Daniel, como vai? Como surgiu o nome Innervoix e como ele encaixa para transmitir seu caráter musical?

Innervoix – Olá, tudo bem, é um prazer imenso falar com vocês. O nome surgiu em alusão à voz interna (inner voice). Há três anos atrás, eu estava vivendo uma fase da vida em que estava buscando outros objetivos profissionais, mas no fundo sempre pintava aquela dúvida se o que buscava era realmente o que queria para minha vida e se seria feliz com aquilo. Tive vários momentos de reflexões e em um deles uma voz interna me questionou: “por que você não faz aquilo que sempre sonhou?”.

Imediatamente, como uma resposta, me veio a música eletrônica na mente. Sempre tive uma paixão enorme em ouvir e sempre tive vontade de produzir música eletrônica, mas nunca tentava por achar que isso não era para mim, que tinha de ter um dom, e como nunca fui músico sempre que a ideia ressurgia desistia logo em seguida por não se sentir capaz. Mas neste período a voz interna foi persistente e acabei mergulhando neste desafio. Além do nome ter surgido dessa forma, ele transmite a minha essência, pois tudo que procuro em minhas produções vem do meu interior, daquilo que realmente gosto.

E você emerge dos conquistados pelos anos 2000, em uma leva muito ligada ao Psy Trance. Como surgiu o interesse pelas texturas mais sutis e melódicas da música eletrônica alternativa? Foi gradual?

Innervoix – No início da adolescência gostava de ouvir uma linha mais comercial até que no meu último ano de escola alguns amigos me apresentaram o Psytrance. Aquele som psicodélico e cheio de melodias me pegou logo de cara. O interesse no som foi tão grande que em pouco tempo já estava transitando por fóruns e comunidades de downloads na internet para descobrir novos artistas. Fiquei um bom tempo só ouvindo em casa, até porque não tinha idade ainda para frequentar as festas raves, que no momento estavam explodindo pelo Brasil e ganhando cada vez mais força.

Depois que finalmente tive a oportunidade de ir à primeira festa rave tive a certeza que aquele tipo de música tinha virado uma paixão. Foram bons anos sendo meu gênero favorito, mas com o passar dos anos e o surgimento de novas tendências na música eletrônica fui desacelerando o BPM, passando por outros gêneros, até que cheguei ao techno.

Innervoix

Quais características do Trance você busca aplicar na sua música?

Innervoix – Me inspiro muito no groove agressivo e nas melodias hipnóticas e introspectivas. Acredito que são características que conseguem prender o ouvinte à faixa mesmo a maioria delas sendo longas.

Fala um pouco sobre suas referências e como você sente que elas te influenciam com o projeto.

Innervoix – Costumo dizer que um artista sem referência nunca saberá o caminho que deve seguir. Acho importantíssimo analisar não só as produções, mas também a forma de lidar com a carreira, de como se expressar e interagir com o público. Tentar entender esses aspectos dos artistas que são referências ajuda muito na nossa evolução.

Como já dito, tenho muitas referências no psytrance, mas além delas também procuro muitas no melodic techno, no progressive house e no techno peak time. Sempre busco aplicar nas minhas produções aqueles elementos que me chamam atenção quando ouço uma faixa e após analisá-las começo a testá-las. Tento sempre modelar minha identidade através dessa mescla de características de diferentes gêneros.

 

Se você estivesse na frente da sua maior referência musical e ela se disponibilizasse para tocar uma faixa sua, qual você escolheria?

Innervoix – Escolheria uma track recém terminada, mas como ainda não foi lançada e ainda é surpresa, no momento escolheria a ‘Hope’.

Como foi seu último ano e como têm sido atualmente para você, com o retorno das atividades?

Innervoix – Apesar de tudo o que ocorreu no mundo, o último ano foi incrível para o meu projeto. Tive meus primeiros lançamentos e obtive bons feedbacks, com bons desempenhos nas plataformas digitais, e ainda fiz amizades com muitos outros artistas que também estão no mesmo objetivo. Só tenho a agradecer.

Atualmente venho de um pequeno hiato de lançamentos, mas foi por uma boa causa, estive estudando muito para melhorar a qualidade das produções e durante este período produzi muitas músicas novas, que começarão a sair nesse segundo semestre. Além disso, tive treinando também discotecagem, algo que ainda não praticava, pois iniciei o projeto apenas como produtor, e, agora com o retorno das atividades, espero iniciar minhas primeiras gigs.

Para finalizarmos, complete a frase. A música do Innervoix é… Valeu pelo papo!

Innervoix – Intensa! Se for pra resumir em uma palavra, eu diria que é essa! Portanto, podem esperar muita intensidade e muita energia nas faixas. Eu que agradeço o papo e até a próxima 🙂

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DJ, Produtor, Redator, Libriano e Sonhador. Trance para amar e Techno para dançar, com uma taça de Gin para acompanhar. Onde é o after?

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