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Editorial

As novas incertezas e empecilhos do entretenimento brasileiro

Já parou para pensar no que a indústria da música e do entretenimento brasileiro tem a colocar em jogo a partir do mês que vem? Separamos alguns empecilhos que com certeza terão que ser driblados pelos eventos.

Entretenimento

Photo: Unsplash

2021 está quase chegando ao seu fim e com estes 3 últimos meses vem uma esperança batendo na porta de que dias melhores finalmente estão chegando em nosso país. O Brasil com certeza deveria ter se livrado das normas de vigilância contra o surto de coronavírus há algum tempo, mas infelizmente com a crise política instalada pelo nosso atual governo e uma série de medidas ignoradas, fizeram de nosso país, já listado entre os mais emergentes do mundo, exemplos do que não seguir diante de uma pandemia.

Por mais críticos que fossemos e de ideais políticos convergentes ou divergentes do atual governo, a polarização também soma-se a tais exemplos de medidas que com certeza seriam ignoradas por países de primeiro mundo. Não é ser e estar sob a síndrome de vira lata, mas é estar atento as tendências mundiais de controle.

Infelizmente, um dos nossos principais consumos, visto os valores em comum com você que nos lê atualmente, foi o vazio do entretenimento e a ignorância da música e da arte como chave importante para que nós brasileiros continuássemos apoiando todo um setor e uma indústria, que move milhões de empregos dentro e fora de nosso território. Como brasileiros, persistimos e fizemos da pandemia, uma corrente de força e de união, pregando a cultura PLUR impostas nos clubs e festas de antigamente, tendo compaixão e apoio com todos os profissionais que deixaram suas carreiras, para correr atrás de seu sustento diário, ininterruptamente, durante estes meses que pareciam sem fim.

Com o avanço da vacinação dentro de nosso país, agora a ênfase se encontra em como nos livraremos também de normas e políticas que travem nossas pistas de dança, nossos palcos e nossos empregos, sejam eles diretos ou indiretos. E nestes dois últimos meses, onde a maioria do país, seguirá para um avanço constante na reabertura de clubs, pistas, grandes eventos e festivais, quais seriam os possíveis empecilhos que este setor tão prejudicado pela quarentena encontrará pela frente? Separamos alguns tópicos que com certeza farão parte de todo o estudo de mercado de todas as organizações que retornam com suas atividades a partir de novembro:

1. A intensa alta da moeda estrangeira

Seria certeza de que os países emergentes, cujo políticas não sobressaíssem diante dos novos valores pandêmicos de uma economia, iriam sofrer desvalorização em seu câmbio, o problema é que ninguém esperava de que o Brasil estaria no topo da lista. Segundo cálculos recentes datados pelo Bank of America, o nosso Real foi a moeda que mais sofreu desvalorização durante a pandemia. No fim de 2019, mesmo com alta de 3,5% o dólar fechava na Bolsa ao preço de R$ 4,00.

Atualmente, a moeda norte-americana está no maior nível desde 20 de Abril, vendida a R$ 5,53. O pico de alta chegou a R$ 6,17 ainda em 2021, mas diminuiu com o possível controle do vírus em nosso território. Em contas simples, um artista que era contratado por um cachê de 25 mil dólares em 2019, custava cerca de 100 mil reais, atualmente, o mesmo cachê giraria em torno de quase 140 mil reais, uma alta de quase 40% de seu valor dois anos atrás, com certeza, um dos maiores empecilhos para ainda fomentarmos grandes line ups internacionais.

2. A crise econômica e a alta da inflação

Se você faz qualquer compra semanal no supermercado com certeza viu que praticamente todos os itens do mercado subiram seus preços em um curto período de tempo. Não só o que chamamos de commodities (itens primários de consumo) aumentaram de preços, combustíveis, serviços e outros bens de consumo se tornaram quase impossíveis para quem ganha apenas um salário mínimo por mês neste país.

Automaticamente, a prática da alta de preços, impõe maior seleção de como os consumidores gastam seu dinheiro no mercado. E introduzindo a referência Maslow a esta projeção, conseguimos visualizar que as necessidades sociais e de auto realização, são as que menos os humanos utilizam diante de uma esporádica crise, concluindo, mais uma grande pedra no caminho dos grandes eventos no Brasil.

3. Mais entrantes, mais concorrência

Em outro método bastante estudado no marketing atualmente, segundo alguns conceitos de Porter, um dos mestres didáticos do assunto, quanto mais entrantes houver em um mercado, sua organização sente maior ameaça diante da concorrência, em um mesmo mês, vimos milhares de eventos de pequeno, médio e grande porte surgirem no calendário do fim de 2021, mas qual deles oferecerá o melhor serviço? Ou terá a melhor experiência? O melhor show?

O melhor conforto? Com preços quase que tabelados diante das práticas alcançadas pelo mercado do entretenimento, o quão dificil será lutar com seus velhos e novos players, só o tempo dirá para todos os profissionais e seus consumidores.

4. Seleção crítica e apurada de seus consumidores

Já parou para pensar que todos os amantes de um determinado gênero musical foram inundados de novos tipos de consumo durante todo este tempo que passaram presos diante das circunstâncias trazidas pela pandemia? Com certeza você já deve ter ouvido de um amigo “ultimamente prefiro ficar em casa do que sair por aí encarando algum risco”. Assumir riscos ultimamente, fará parte do cardápio das novas escolhas dos frequentadores de eventos, vender um evento cuja comunicação e programação não se enquadre com o público alvo a atingir, com certeza será um fracasso nas vendas de ingressos.

Para driblar todos estes novos valores, não basta baratear a programação com artistas nacionais, mas saber que a curadoria e a base de um bom evento é ouvir quem vai participar dele, fidelizando cada vez mais um eixo específico de frequentadores.

5. As incertezas de que finalmente acabou

Ao mesmo tempo que vemos os números de mortes e de infecções por covid-19 baixarem drasticamente em todo o Brasil, ainda há grandes incertezas de que novos surtos possam acontecer na nova passagem dos eventos de grande escala em nosso país. Temos confraternizações de fim de ano e um carnaval, ainda mesmo que incerto, a ser programado para o início de 2022. Seria mesmo o fim de uma pandemia e o retorno orgânico de tudo que paramos de ter em 2020? O que cabe é compreender as novas políticas impostas pelos orgãos reguladores em nosso país, seguir tais medidas e aproveitar todo o tempo possível, porque todo o tempo que perdemos, custou muito caro para todas as pessoas que pararam com ele.

 

Sobre o autor:
Bruno Bellato é formado em administração de negócios, com especialização em marketing institucional pela ESAMC, pós graduando em Comunicação e Marketing Digital no Centro Universitário Belas Artes São Paulo. Atualmente editor do Beat for Beat e redator de conteúdo direcionado à música e ao entretenimento.

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Formado em Administração de Negócios com ênfase em Marketing, pós graduando em comunicação. DJ, poeta e workaholic. Amante de um bom som, um amanhecer e uma boa dose de esperança.

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