Single destaca fase criativa melódica de Victor Ruiz, antecipando o álbum VICTOR com atmosfera inspirada em Eric Prydz, no clássico “Allein”.
Após apresentar diferentes facetas de sua personalidade artística ao longo dos últimos meses, Victor Ruiz lança nesta quinta-feira, 18, o single “Technicolor”, quarto e último aperitivo de seu aguardado álbum de estreia, “VICTOR”, que chega em julho.
A nova faixa encerra uma sequência de lançamentos que vem revelando ao público um lado pouco explorado do artista brasileiro, conhecido mundialmente por sua trajetória no techno. Ouça aqui!
“VICTOR” representa uma ruptura criativa para um dos produtores mais respeitados da música eletrônica brasileira. Concebido como uma obra conectada do início ao fim, o álbum abandona a lógica tradicional das pistas para mergulhar em uma narrativa pessoal, emocional e profundamente sensível.
Cada track ocupa um papel específico dentro dessa jornada, formando uma história que acompanha transformações, sentimentos e momentos vividos pelo artista ao longo dos últimos anos.
O capítulo final dessa prévia é justamente “Technicolor”, faixa 12 do disco e que nasceu a partir de uma forte inspiração em Eric Prydz. Victor conta que estava ouvindo repetidamente o clássico “Allein” quando decidiu buscar uma sonoridade semelhante em termos de atmosfera e sensação.
“Technicolor” foi construída rapidamente, com sua estrutura principal surgindo em apenas um dia de estúdio. O resultado é uma música luminosa, melódica e carregada de euforia. Embora inicialmente não estivesse destinada ao álbum, ela acabou encontrando seu lugar dentro da narrativa de “VICTOR”, funcionando como um dos momentos mais otimistas e expansivos da obra.
O lançamento também fecha um percurso iniciado em abril com “Silence”, única faixa de techno do conjunto. Posicionada logo no início da história, a música representa o ponto de partida da narrativa proposta por Ruiz. Segundo o artista, ela simboliza o silêncio necessário para atravessar períodos difíceis e iniciar um processo de transformação pessoal.
Na sequência, em 07 de maio, veio “Alone”, a primeira música criada para o projeto. Se “Silence” apresenta o começo da jornada, “Alone” mergulha em sentimentos de isolamento e introspecção, marcando uma mudança significativa em relação ao som pelo qual Victor Ruiz ficou conhecido internacionalmente, priorizando melodias delicadas, ambiência e vulnerabilidade emocional.
Ainda em maio, mas no dia 28, o terceiro capítulo chegou com “Sundance”, colaboração especial com Perry Farrell, vocalista do Jane’s Addiction e criador do festival Lollapalooza. Esta nasceu a partir de uma combinação improvável entre uma melodia criada durante a pandemia e uma ideia resgatada de arquivos produzidos mais de uma década antes.
O resultado chamou a atenção do músico americano, que posteriormente adicionou seus vocais à composição. Além de aproximar dois universos musicais distintos, a colaboração reforçou a proposta de “VICTOR” como um projeto sem barreiras estilísticas.
Juntos, os quatro singles funcionam como peças de um quebra-cabeça maior. Enquanto “Silence” aborda o recolhimento, “Alone” explora a solidão e “Sundance” traz a conexão e a colaboração, “Technicolor” surge como uma celebração das emoções positivas que permeiam o disco.
Descrito por Victor Ruiz como um verdadeiro lado B de sua carreira, “VICTOR” se distancia da imagem do artista associada exclusivamente ao techno e apresenta uma obra mais livre, cinematográfica e emocional. É um álbum construído para ser ouvido do início ao fim, com cada faixa conduzindo naturalmente à próxima, como capítulos de uma mesma história.
Com “Technicolor”, o produtor fecha oficialmente a apresentação desse universo ao público e prepara o terreno para o lançamento de um trabalho que promete revelar uma das versões mais autênticas e pessoais de sua trajetória em duas décadas dedicadas à música.
Ouça agora.
