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Entrevista

Entrevistamos: Ekanta

Ekanta é uma das progenitoras do psytrance no Brasil e acaba de apresentar o álbum Vozes. Confira mais detalhes em nosso papo!

por Isabela Junqueira

Ekanta - Por Fernanda Petrillo (18)

Ekanta | Foto: Fernanda Petrillo

Ekanta apresentou recentemente o álbum ‘Vozes‘, um mergulho em culturas étnicas potentemente reverberadas sinteticamente pelas mãos da produtora de psytrance que se reuniu à bons amigos para a composição das nove faixas que formam esse compilado — um genuíno chamado da natureza e de seus habitantes.

São sete anos desde o último álbum de Ekanta. As dúvidas são muitas, desde a atual fase profissional da produtora, até os conceitos que a moveram nas produções e planos futuros, esclarecidos em um descontraído papo.

B4B – Olá Ekanta, é um prazer imenso! São 7 anos desde o seu último álbum e de lá para cá muita coisa mudou né? Vamos começar contextualizando como está a sua carreira atualmente e como esse álbum encaixa nesse momento?

Ekanta – Satisfação! Realmente muita coisa mudou, mas sinto que depois de 7 anos é como se eu retomasse minha essência , a mesma que me inspirou a anos atrás com o álbum Raízes Eletrônicas. Nesse mundo louco, as vezes a gente acaba se perdendo da gente mesmo, então nesse momento me sinto conectada e com mais força pra me expressar como artista. Esses últimos anos, apesar de terem sido difíceis, foram uma grande oportunidade de crescimento.

E o que difere aquela Ekanta do último álbum pra de agora?

Ekanta – Talvez 3 netos? hahaha, isso já diz quase tudo… Brincadeiras à parte, me vejo mais madura, mais confiante na força de ‘Vozes‘ e mais profissional a termos da concepção, criação e lançamento do álbum.

Banner Vozes Ekanta

Vozes‘ chega em um momento propício. O mundo está sobrecarregado, pedindo por mais leveza. O que você quer transmitir com esse compilado?

Ekanta – Alegria, simplicidade, conexão espiritual, relembrar o poder das medicinas sagradas, valorização e preservação da natureza, dos povos indígenas e das crianças.

E como você formulou o conceito?

Ekanta – De uma primeira track que foi ‘Caboclas’, surgiu a ideia do álbum e daí tudo foi fluindo, como se fossem “vozes” me inspirando. No começo eu não tinha um plano concreto, específico, mas a vibe foi acontecendo e os “chamados” veram.

E você foi fundo no explorar dos sons orgânicos da natureza, não é mesmo? Desde a incorporação de cantos até animais. É um trabalho que exige uma responsabilidade grande, que você dispõe com naturalidade. O que, na sua opinião, te conduz à essa habilidade?

Ekanta – É um movimento bem natural pra mim, sempre estive nesse universo.

Fala também sobre o processo de desenvolvimento, já que o álbum está cheio de colaborações. 

Ekanta – Também foi uma coisa orgânica que foi acontecendo. No começo da concepção fiz uma lista de amigos que eu gostaria que fizessem parte do álbum, mas no meio do processo outros vieram e alguns dessa lista acabaram não participando, as coisas vão acontecendo né, e a gente tem de estar abertos ao flow. Já passei 15 dias com um amigo e fizemos 2:30 de música, e com outro em 2 dias uma track… é uma questão de sinergia.

Falando em colaborações… tem o dedinho da família e/ou influências?

Ekanta – As vozes Yanawas que usei em alguns tracks foram gravadas na primeira viagem do Alok ao Acre há 7 anos e por coincidência este ano ele também produziu um álbum com o mesmo conceito, mas não sabíamos do projeto um do outro. Talvez ouvimos as mesmas “vozes”? E tem a track com o Logica, né? Que é o projeto de psy dos meus filhos.

Ekanta Alok Bhaskar

Ekanta e seus filhos Alok (dir.) e Bhaskar (esq.)

Depois de liberar esse álbum aos ouvintes, que mensagem você gostaria que fosse extraída e proliferada ao mundo para o próximo ano?

Ekanta – As músicas de ‘Vozes‘ emitem uma energia de amor e leveza, quero que as pessoas se sintam bem ao escutá-las. Esse é a principal mensagem porque acredito que se você estiver bem tudo a sua volta vai estar é uma coisa contagiante. E nessa frequência  a gente pode fazer do Mundo um lugar melhor!

Por último, mas não menos importante: podemos esperar um hiato menor para o próximo álbum? Obrigada pela conversa!

Ekanta – Eu super espero que sim, mas não vou fazer música por fazer… quero ter uma inspiração, um motivo, um conceito pra me expressar. Então mantendo a sintonia quem sabe jaja vem a próxima motivação. Obrigada!!

Se ainda não ouviu, escute agora ‘Vozes‘, novo álbum de Ekanta!

Editores do Beat for Beat. Apaixonados pela música, pela pista e uma boa taça de gin.

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