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Descubra: Jovick

Do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos, conheça a trajetória do artista potiguar Jovick, personagem da nossa coluna Descubra.

Jovick

Jovick é um DJ e produtor brasileiro que teve seu primeiro contato com a música bem cedo, por incentivo da família. Educador físico por formação, resolveu seguir seu desejo e investir na carreira musical e começou a destacar-se já nos primeiros anos de atuação.


Em 2014, tocou e participou de grandes eventos como Café Del Mar, Hedkandi, Fifa Fan Fest World Cup, Amnesia World Tour e Tribaltech, no qual ganhou prêmio de 3º lugar no Dj Contest promovido. Também já subiu nos palcos do D-EDGE, Field Club e Galeras Beach Club.

Jovick no D-Edge

Jovick no D-Edge

Em 2015 foi eleito destaque do seu estado (Rio Grande do Norte) em matéria de revista Rio Music Conference (RMC), também citado como destaque pela DJ MAG em 2017. Lançou o EP Lose Control na Brazuka Music que alcançou a posição Top 21 no Beatport e ainda soma lançamentos em selos como Get Physical, Bullfinch e Sudam.

Hoje, morando nos Estados Unidos e com a pandemia sendo uma realidade, Jovick tem focado principalmente no seu trabalho de estúdio, em breve com novas produções a serem lançadas.

Beat for Beat – Jovick, bem-vindo ao B4B! O que te fez acreditar numa carreira na música e não seguir sua formação acadêmica?

Jovick – E aí pessoal! Obrigado pelo convite. Comigo foi aquela velha história… eu cursava Educação Física e quando cheguei na metade do curso vi que aquilo não era pra mim… eu comecei o curso porque na adolescência cheguei a ser atleta de futebol, além da minha mãe ser formada nisso, então acabou me influenciando. Só que quando eu desisti, já estava tocando em vários lugares do estado e vi que a música me deixava mais feliz, sei que foi a decisão certa!

Quando você começou sua trajetória, como era a cena eletrônica nordestina? 

Jovick – Na época, em 2011 e 2012, lembro que tinham bastante raves, festas de PsyTrance, e eu já escutava muita música eletrônica pro lado do Electro, Dubstep e Dn’B, e aí eu comecei a tocar. Eu era o único que tocava um som diferente, fugindo do que bombava por lá… acho que foi bem no momento que a cena underground começava a ganhar mais espaço, já existia há um tempo atrás, claro, mas o pop sempre dominou, desde o forró, sertanejo e a música eletrônica pop.

Jovick

Logo neste começo também você teve a oportunidade de tocar em eventos importantes, como Café Del Mar e até o Fifa Fan Fest durante a Copa do Mundo… como essas conquistas aconteceram? 

Jovick – Pois é, foi um prazer imenso! Essa foi a melhor fase que Natal viveu, durante a Copa do Mundo. Tinha gente pra tudo quanto é lado, festas, inclusive até toquei numa festa só de americanos, com ator de Hollywood e tudo [risos]… eu fazia parte de uma agência chamada Target e graças a eles toquei no Fifa Fan Fest, mas nas outras como Café Del Mar e showcase do Amnesia, que rolou num beach club de frente pro mar, fui convidado pelo dono do espaço… mas essa fase foi incrível, principalmente pra cidade como um todo.

Falando do seu catálogo de lançamentos: você já lançou uma gama de estilos diferentes, então como você definiria a identidade de Jovick? Quais são as características principais do teu som?

Jovick – É, eu já lancei muita coisa entre o House e o Techno, e todas elas eu gostava muito. Na época do meu primeiro release que eu curtia muito era na vibe da LouLou Records e da Dirtybird, aí fui indo mais pro Tech House, Techno, fui descobrindo os sons de Berlim e da Europa como um todo, e aí comecei a misturar um pouco do que eu gostava com as novas referências, até Afro House… então acho que minha principal característica é essa ‘adaptação’ de acordo com aquilo que me agrada no momento.

Lançar pela Get Physical em 2019 também foi um grande feito… ‘Tech Baião’ deve ter um significado especial para você, certo? Conta um pouco mais a história dessa música…

Jovick – Na época que eu fiz ela eu morava em São Paulo, fazia curso de produção musical e certo dia eu criei um groove e comecei a buscar coisas que combinassem com isso, e aí veio na minha cabeça a música do Alto da Compadecida. Então eu sampleei algumas partes, coloquei na música e encaixou muito bem, falei ‘ficou irado!’. Aí quando terminei fui atrás do direitos autorais, descobri de quem era a música, mandei mensagem pra galera do Sa Grama e no contrato fizemos tudo certinho para os Royalties… mas a história é essa, foi durante uma aula…

 

Seu último lançamento foi um single independente batizado de ‘El Tiempo’, numa pegada mais downtempo. O que mais deve chegar pela frente?

Jovick – Vai ser o que eu falei anteriormente: o que eu tiver escutando e curtindo, eu vou chegar e vou fazer, sem restrição de estilo… é tão difícil hoje em dia chegar até uma gravadora que você gosta que eu prefiro fazer o que eu gosto de verdade, tentando agradar o meu público. Então ainda vão vir coisas bem diferentes pela frente.

 

Hoje você mora nos Estados Unidos, pode nos contar quais estão sendo seus maiores desafios como músico em solo internacional? E por que você decidiu realizar essa mudança?

Jovick – Até hoje está sendo [risos]. Tem dias que é bem complicado… tá fazendo quase um ano que já tô aqui, mas a cada dia me adapto melhor e por ser DJ/produtor, é muito difícil, ainda mais nessa fase de coronavírus… muita gente já pensou em desistir, inclusive eu, é difícil! Mas eu decidi me mudar porque eu queria uma mudança de vida mesmo, na minha cidade eu não estava feliz e resolvi encarar esse desafio pra uma vida nova.

 

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Thinking about new ideas 🤔🤔🤔 #Rooftop #NewYorkCity

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Como é sua rotina atual no país e como você organiza seu tempo para música com os afazeres paralelos?

Jovick – Olha, eu também queria descobrir [risos], porque todo tempo que eu tenho livre eu busco produzir algo, mas não tenho muito tempo pra isso.

Para finalizar: você já tem projetado planos e metas para o ano que vem? O que você vislumbra pela frente na carreira de Jovick?

Jovick – O coronavírus tirou muitas das minhas expectativas, eu não sei como vou estar daqui a um ano, é muito incerto… ninguém sabe. Hoje eu só tô vivendo, dia após dia, Deus sabe todas as coisas e acredito que no final tudo dará certo.

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DJ, Produtor, Redator, Libriano e Sonhador. Trance para amar e Techno para dançar, com uma taça de Gin para acompanhar. Onde é o after?

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