10 ícones LGBT+ da Dance Music | #PrideWeek

Eles vão além dos protestos e paradas. Eles representam a comunidade LGBT+ mostrando seu trabalhando e provando que são maiores que qualquer preconceito.

LGBT+

Muito além das paradas, protestos ou limitados aos clubs escondidos. Cada vez mais, artistas homossexuais destacam-se na vida noturna, principalmente na música eletrônica e engana-se quem acha que esse destaca vem de subempregos ou de forma caricata: aqui o trabalho é muito sério, obrigado.

Seguindo uma tendência natural das coisas, a cena da música eletrônica está passando por uma nova mudança comportamental. O cenário que antes, segregava as tribos de acordo com suas “opções”, hoje, mostrasse cada vez mais aberto e receptivo as diferenças e isso se reflete cada vez mais nas pistas de dança ao redor do mundo, seja no meio do público que foi ali pra dançar ou entre as atrações responsáveis por comandar o som.

Gay Club LGBT+

Anos atrás, era comum que DJs e Produtores usassem do rótulo “GAY” para vender-se ou identificar-se entre uma gig e outra. Era uma questão de status ou até mesmo um aviso para aqueles que iriam a festa: “Cuidado, teremos uma bicha tocando”. Felizmente o mundo mudou, as pessoas mudaram, evoluíram e hoje, muitos artistas não usam mais da muleta homossexual, pelo contrário, alguns são tão discretos com sua orientação sexual, que é uma surpresa para muitos, quando descobrem que “fulano de tal” beija meninos. Isso muda alguma coisa? Não e é isso que vamos mostrar pra vocês.

Separamos 10 artistas, entre nacionais e internacionais, que são homossexuais ou transgênero e que provam que sua orientação (ou identidade de gênero), não significam nada, perante ao talento e técnica que possuem. Nossa lista não segue nenhum ranking, separamos os artistas por ordem alfabética. Pronto para conhecer o lado colorido da música eletrônica?

Badsista

Badsista LGBT+

Rafaela Andrade é o nome por trás da BadSista. Envolvida com a música desde sua infância, quando aprendeu a tocar violão de forma autodidata, foi na universidade, como bolsista do curso de Produção Fonográfica, que ela começou a se aventurar em produções eletrônicas. Hoje, grande representante da cena bass nacional, Rafaela luta pra colocar a mulher em seu devido lugar dentro da música eletrônica, pois é lá que elas deveriam estar. BadSista atualmente esta no comando a festa festa Bandida, que tem como o objetivo fomentar a cena bass feminina. Lésbica e feminista, Rafaela é um daqueles talentos que estão só no começo de sua meteórica carreira.

Danny Tenaglia

Danny LGBT+

Um dos DJs mais importantes da cena LGBT+ mundial é, com certeza, Danny Tenaglia. Natual de Nova Iorque, o DJ que já foi indicado ao Grammy é dono de um dos hits mais importantes e atemporais da house music, ‘Music Is The Answer’. A paixão de Danny começou no inicio dos anos 70, quando suas mãos tocaram um disco de vinil pela primeira vez. Inspirado por artistas como Marvin Gaye e Giorgio Moroder, ele começou a colecionar discos até que em 1979, conheceu a lendária boate Paradise Garage e foi onde tudo começou. Sua primeira residência, em Miami, abriu as primeiras portas a carreira que estava por vir. Danny assinou remixes para ninguém menos que Madonna, só para citar uma das grandes divas. A história de Danny confunde-se muitas vezes com a história dos próprios clubbers, de tão importante que ele foi para a geração. Com certeza, Danny ainda será uma grande referencia para muitas pessoas e por muitos anos.

Groove Delight

Groove Delight LGBT+

De personalidade e sonoridade fortes, Ké Fernandes, mais conhecida como Groove Delight, é o exemplo claro de que mulher pode e deve estar onde quiser.Com influências que vão desde o Rock, New Wave, ao House e Techno, sua música mescla groove e sínteses de nuances psicodélicas à industriais que resultam em produções sempre autorais e apresentações invariavelmente eletrizantes. Atuando desde 2009, Ké já recebeu o suporte de grandes nomes internacionais, como Ritchie Hawtin, Laurent Garnier, Meme, Gabe, Antonio Eudi, Wehbba, Hernan Cattaneo, Olivier Giacomotto, Magda, Danny Tenaglia, Christian Cambas, Martin Roth, Roy Rosenfeld, Dave The Drummer, Min&Mal, Terry Francis, Spartaque, Marco Carola, Anderson Noise, UMEK, isso só pra citar alguns.

Honey Dijon

Honey Dijon LGBT+


Natural de Chicago e dona de uma energia que contagia, Miss Honey representa bem sua cidade natal, com as batidas envolventes da House Music. Assim como todo artista, Honey tem em quem se inspirar e um de seus mestres é ninguém menos que Danny Tenaglia, que você já conheceu. Criadora de um nicho próprio dentro da música eletrônica underground, o que só intensifica ainda mais a diversidade que representa, Honey Dijon é um exemplo claro de que sua identidade de genero não significa nada perante seu talento. Honey, para quem não sabe, é uma mulher trans. O que isso significa? Absolutamente nada! Em sua recente passagem por São Paulo, Honey mostrou que seu conhecimento musical vai além de qualquer genero: música é uma linguagem universal.

Magda

Magda LGBT+

Figurando a lista dos grandes DJs Homossexuais de todos os tempos do site Thump, Magda é um belo exemplo de diversidade não só em sua orientação, mas em sua musicalidade. Seu techno pesado, que mescla influências de Detroit e Berlim, evoluiu ao ponto de conseguir englobar batidas da house music e os tons mais sombrios da disco. Magda começou a ganhar destaque quando entrou para o time da Minus de Richie Hawtin e desde então, viaja o mundo com seu som característico. Nascida na Polônia, Magda vai além da música. Suas colaborações para a tecnologia, moda, arte e até para o ramo de bebidas, com sua tequila Maria Pascuala, mostram que a diversidade fazem parte do seu DNA.

Márcio Vermelho

Marcio Vermelho LGBT+

Uma das mentes mais criativas da vida noturna underground brasileira, Márcio Vermelho irradia sua energia em muitas formas. Criador da ODD, coletivo que mudou a realidade expressiva em todo o país, Vermelho, que também destaca-se como DJ ou Produtor, pulsa por iniciativas, que são responsáveis por todo o seu reconhecimento. Com passagem por clubs como Berghain, Salon Zu Wilden Renate e D-Edge ou festivais grandiosos como Dekmantel e DGTL, Vermelho é a diversidade em forma de pessoa e é com ela, que ele viaja o mundo e encanta as pistas de dança de todos os lugares.

Mau Mau

Mau Mau LGBT+

Um dos maiores nomes da música eletrônica nacional e um dos pioneiros do gênero no Brasil, Mau Mau iniciou sua carreira na década de 80, no lendário club Madame Satã. Sua sonoridade, que mistura house, techno e batidas brasileiras já ganhou o mundo. Considerado por muitos veículos especializados como o melhor DJ do Brasil, Mau Mau se apresenta regularmente em diversos clubs no Brasil e no mundo. Com passagem por países como Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Portugal, Japão e Turquia, sua carreira internacional é mais que consolidada. Muito bem casado, Mau Mau é um grande exemplo de que nem sempre é preciso expor sua orientação para ganhar reconhecimento, afinal, ele só é um dos melhores DJs do país.

Nina Flowers

Nina LGBT+

Esse nome pode soar estranho pra muita gente, mas, se você é fã e acompanha o reality Rupaul’s Drag Race, com certeza já ouviu falar nele. Nina Flowers é uma drag queen DJ natural de Porto Rico. Participante da primeira temporada do programa, que foi ao ar em 2009, Nina atrelou a carreira musical a sua personagem já conhecida. Ainda em 2009, seu primeiro single “Loca”, foi lançado no iTunes e atingiu o TOP 15 da Billboard Hot Dance Club. Ativista, Jorge Luis Flores Sanchez ou Nina, quando está montada, ele usa de sua arte para defender os direitos da comunidade ao redor do mundo, seja em suas performances ou sets. Com diversos singles lançados, Nina já se apresentou no Brasil, na The Week, reafirmando sua presença e importância global para a comunidade LGBT+.

Offer Nissim

Offer LGBT+

Sem dúvida alguma, quando falamos do Tribal House e da cena LGBT+ mundial, um nome sempre vem a cabeça: Offer Nissim. Dono de diversos hits que ecoam pelas pistas de todo o mundo, entre eles “Alone” e “Everybody Needs a Man”, ele é um dos maiores nomes da cena LGBT+ de Israel. Em seu extenso currículo, Offer acumula parcerias com grandes divas da pop music, entre elas Madonna, Maya Simantov, Beyoncé, Suzanne Palmer, Christina Aguilera, Donna Summer entre muitas outras. Com passagens constantes pelo Brasil, Offer carrega a bandeira do orgulho gay por onde quer que vá.

Tommy Love

Tommy LGBT+
Se de um lado, temos Offer como um grande nome internacional, de outro, temos Tommy Love como um grande nome nacional. DJ residente de um dos clubs gays mais importantes do Brasil, a The Week, Tommy também já remixou grandes divas da música pop. Rihanna, Sia e Jessica Sutta são algumas das beldades que receberam o toque tribal de Tommy. Com um EP lançado pela Sony Music, Tommy é figurinha constante em diversos países do mundo, incluindo os Estados Unidos, França, Irlanda, China, Coreia do Sul, México e muitos outros. Seu som, repleto de batidas fortes, bateria e percussão, tem uma característica própria, o que faz de Tommy um artista singular e tão importante para a cena LBGT+ brasileira.

Estes são apenas alguns dos diversos representantes da cena LGBT+ dentro da música eletrônica. Que sua luta e diversidade prosperem e deem cor ao nosso tão amado gênero.

Publicidade

Comentários

DJ, Produtor, Redator, Libriano e Sonhador. Há vinte e tantos anos, embalado pelo Trance.