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Descubra: DBeat

Diretamente da cena eletrônica gaúcha, nosso novo talento dessa coluna é o DBeat, nosso quase xará que manda muito bem na house music. Descubra!

DBeat

Renato Truculo ficou conhecido na cena eletrônica gaúcha por seu nome artístico, DBeat. Desde a década passada, ele tem contribuído para o avanço do mercado na região, seja trabalhando nos bastidores, ou entregando sets excelentes para os principais clubs e festas do estado – Beehive, Levels e Colours, apenas para citar alguns.

A base da pesquisa musical de DBeat é focada na house music, mas por conta da experiência adquirida ao executar sets em diferentes horários e situações, ele também desenvolveu-se bem frente a outros estilos e atmosferas. Outro ponto que reforça sua versatilidade na pista, são as duas residências: Mohave e Cultive tem colaborado com a evolução artística do DJ, sempre oferecendo noites de qualidade dentro de um contexto cada vez menos regional e mais nacional.

Nesse bate-papo exclusivo, Renato fala sobre alguns dos momentos importantes de sua carreira e a coluna Descubra ganha uma visão especial a respeito de um dos principais DJs gaúchos do momento. Confira:

Beat for Beat – Olá, Renato! Tudo bem? Suas residências no Mohave e Cultive certamente ajudaram muito na sua formação enquanto DJ. Quais são as melhores lembranças que você carrega de cada uma delas?
DBeat – E aí, tudo ótimo! Valeu pelo espaço Beat for Beat. Gostei desse nome!

Ser residente de dois clubs tão legais quanto o Cultive e o Mohave acarretam em bastante responsabilidades não só com o club em si mas com o público também e é inevitável que isso influencia na formação do DJ. Já tive outras residências anteriormente e posso dizer com toda certeza, você só aprende e evolui com elas. Sempre digo que todo DJ deveria ter uma residência, acho essencial pra esse amadurecimento profissional.

Sobre as lembranças, no Mohave, entregar a pista pro Gui Boratto, sem dúvida foi a mais marcante. Era um sonho que eu tinha desde que comecei a fazer warm ups. Já no Cultive, teve uma noite nesse ano que eu ganhei a pista, literalmente. Na semana seguinte à festa fui convidado pra ser residente. E aqui estamos.

DBeat

B4B – Como está a cena no Rio Grande do Sul atualmente? Daqui percebemos que há bons clubs e festas acontecendo a todo momento. Mas e aí, qual a visão que se tem?
DBeat – Acho que 2017 em especial está sendo bem intenso pra quem gosta e vive da música eletrônica. Não lembro de ter visto tantas atrações boas em um único ano, mesmo com todas as adversidades que se enfrenta nesse país. Vejo também que os clubs e festas estão cada vez mais criteriosos e preocupados com a qualidade do evento que vai ser entregue.

Mas o que mais tem me animando é o movimento que está rolando de valorização de quem é daqui. Cada vez mais os DJs locais estão ganhando posições de destaque nos line-ups, por mérito próprio, diga-se de passagem. Torço pra que nos próximos anos isso evolua ainda mais pois isso só trará benefícios pra cena e pro público.

B4B – O que levou o Renato a querer ser DJ? Como você concilia seus trabalhos de designer e discotecagem hoje em dia?
DBeat – Pois é, eu nunca me fiz essa pergunta e seria meio clichê responder que foi por amor à música, até porque na minha pré-adolescência eu não era muito ligado a isso. Na verdade o meu interesse pela música eletrônica surgiu quando comecei a “sair” na noite. Eu via os antigos DJs aqui da cidade tocando pra centenas ou milhares de pessoas e aquilo mexia comigo, sentia vontade de estar no lugar deles. Acredito muito nessa coisa de vocação, você só precisa de um gatilho pra despertar a paixão pela música, seja qual for o estilo.

Hoje eu consigo conciliar meus compromissos na agência com a carreira de uma forma bem tranquila. Às vezes trabalho em casa, às vezes na agência. Não tenho uma obrigação com horários, porém, gosto de manter uma rotina, acho que é mais saudável e eficaz.

Na maioria das vezes quando estou no meio de um processo criativo, ao mesmo estou pesquisando músicas novas, ouvindo sets e como a maioria dos meus clientes são ligados ao entretenimento acabo que passando o dia “dentro da noite”. De longe não é uma rotina fácil porém é muito satisfatória tanto pessoal como profissionalmente.

B4B – Quem são seus grandes ídolos na música? Por que?
DBeat – Sem dúvida Laurent Garnier e Carl Cox são meus grandes ídolos. Os caras foram precursores e estão aí até hoje esbanjando energia e inspirando as pessoas através da música. Ah, não poderia deixar de citar também o Fabrício Peçanha, ele foi o nome que mais me inspirou no início da minha carreira. Ouvia todos os sets dele lá em 2005, 2006 e ficava fascinado com a forma com que ele conduzia a pista.

DBeat

B4B – Sua preparação para uma festa muda muito de acordo com o horário do set?
DBeat – Hoje quase não toco em outras posições a não ser no warm up, até pelo meu posicionamento mesmo, porém, cada club e cada artista exige uma pesquisa e uma construção diferente e isso inevitavelmente resulta em sets bem diferentes. E gosto muito de poder ter essa versatilidade, considero um diferencial importante e vejo que o público se identifica com isso também.

B4B – Fazendo um paralelo com o passado e as origens do gênero, como você avalia o atual momento do house ao redor do globo?
DBeat – Minha base sempre foi o house, sempre me identifiquei mais com o estilo, os elementos, enfim, sou apaixonado pela música e pela história. Já foi bem mais difícil de tocar o estilo e suas vertentes, mas vejo que hoje as pistas estão aceitando muito mais seja ele roots ou mais moderno, mesclado com outros estilos. O mais legal da house music é que ela sempre esteve e sempre estará aí, ela nunca sai de moda, não passa por ciclos. E como já diria a icônica frase “not everyone understands house music, it’s a spiritual thing, a body thing, a soul thing”. Valeu Beat for Beat! 🙂

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DJ, Produtor, Redator, Libriano e Sonhador. Trance para amar e Techno para dançar, com uma taça de Gin para acompanhar. Onde é o after?

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